website statistics

Halitose (mau hálito) dúvidas frequentes

Porque ficamos com mau hálito? As alterações de hálito são o resultado da soma de diversos fatores que levam a uma maior formação de placa bacteriana lingual, comumente chamada de saburra. Neste bio filme lingual (saburra) encontramos um determinado grupo de bactérias (anaeróbias proteolíticas) que produzem uma substancia chamada “composto sulfurado volátil”. A produção excessiva desta substância é estatisticamente a grande responsável pela halitose (mau hálito). É importante comentar que estas bactérias vivem normalmente na nossa boca e só passam a fazer parte do problema sob determinadas condições que favorecem o seu crescimento populacional.

Fatores causadores da halitose

Importante lembrar que cada fator isolado pode não provocar halitose. É necessário que ocorram o desencadeamento ou a soma de outros fatores para que se tenha a formação do hálito alterado.

As principais causas são:

-> Saburra lingual

-> Doenças gengivais ou periodontais

-> Alterações nos padrões salivares

-> Descamação epitelial além da fisiológica

-> Stress excessivo

-> Problemas dentais

-> Padrões alimentares

-> Padrões de sono

-> Determinados hábitos

-> Halitose metabólica

-> Uso de medicamentos que provocam hipossalivação

-> Formação de cáseos

-> Respiração bucal contínua

-> Alterações nas fossas nasais

-> Alterações sistêmicas: Intestinais, hepáticas, pulmonares, renais,

estomacais, diabetes, doenças raras.

Halitose x estômago

Este é um grande mito na história da halitose. Raramente o mau hálito vem do estômago, somente em torno de 3% (três) das vezes, de acordo com os trabalhos científicos. Mesmo em situações como refluxo gastroesofágico ou gastrite, o que acontece é um favorecimento de depósito de saburra no dorso posterior da língua. Se o cheiro viesse do estômago seria de azedo (como no vômito) ou de arrotos. Os alimentos, como alho e cebola provocam uma halitose característica e transitória, que dura o tempo necessário para a metabolização total do alimento. Esse tempo pode variar de pessoa para pessoa, mas estas alterações de hálito guarda estreita relação com o alimento ingerido, ou seja, comeu cebola, o cheiro é de cebola e não de outro produto.

Halitose

Os sinais e sintomas da halitose

A halitose não é uma doença, mas é indicativa de alguma alteração no funcionamento do organismo, que requer atenção especial. Se observarmos determinados sinais ou sintomas não significa necessariamente que estamos com mau hálito, apenas que estes fatores podem ser sinais de predisposição para desencadear uma alteração de hálito. Alguns exemplos:

– boca ou garganta seca

– sensação de cisco ou pigarro constante na garganta

– percepção de gosto amargo, metálico ou alterado na boca

– sangramento gengival

– formação de saburra (placa bacteriana branca) sobre a língua

– formação de cáseos na garganta (bolinhas amareladas, do tamanho de um grão de arroz, que se formam na garganta e são muito fétidas).

Testes para sabermos se estamos com halitose

Existem aparelhos de uso profissional que medem os compostos sulfurados voláteis e auxiliam no diagnóstico da halitose. Um desses aparelhos chama-se Halimeter e é normalmente utilizado pelos profissionais especializados no tratamento da halitose. Em casa, o teste considerado mais apropriado é o seguinte: com o auxilio de uma colher de plástico descartável raspe um pouco da saburra lingual e cheire. Também é possível detectar mau cheiro no fio dental. Testes como lamber o pulso ou a mão, ou soprar nas mãos fechadas em forma de concha sobre a boca não são precisos e podem resultar em percepções falso-positivas ou falso-negativas.

Porque nem sempre percebemos que estamos com halitose

Esse fato acontece devido ao que é chamado de fadiga olfatória. O olfato humano só registra um odor de cada vez, sempre o mais forte presente no ambiente naquele momento. Quando a exposição ao odor é continua perdemos a capacidade de percebê-lo. Após um minuto de exposição ao mesmo cheiro, começamos a perder a capacidade de senti-lo, mas mantemos a capacidade de perceber outros cheiros que entrem no ambiente. O portador da halitose crônica não percebe o seu hálito alterado por estar constantemente exposto a ele.

Dicas para manter um bom hálito

– Sempre tomar café da manhã com frutas, granola ou uma fatia de pão integral.

– Fazer pequenos lanches a cada 03 ou 04 horas, preferencialmente uma fruta ou uma barrinha de cereal.

– Manter um dieta equilibrada, variando bastante os alimentos, lembrando de comer verduras, legumes, saladas e frutas.

– Evitar ao máximo o consumo de frituras e alimentos muito gordurosos.

– Beber bastante líquido: água, chás sem cafeína, sucos de frutas.

– Reduzir se possível, o consumo de tabaco e bebidas alcoólicas.

– Não usar bochechos que contenham álcool em sua composição.

– Praticar algum tipo de exercício: caminhadas, esportes coletivos, dança, etc.

– Investir em atividades que diminuam o stress e a ansiedade.

– Consultar regularmente seu dentista.

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

Seja o primeiro a comentar!

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
entre em contato com o suporte.