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Quais os sinais e sintomas do avc hemorragico

Responsável por milhares de mortes no mundo todo, o AVC Hemorrágico, popularmente conhecido por Derrama Cerebral, mata mais de cem mil pessoas por ano no Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde. E segundo essa mesma organização, um brasileiro em cada seis está sujeito à sofrer um AVC.
O AVC Hemorrágico se caracteriza pelo comprometimento total ou parcial de alguma artéria no cérebro, quando há um rompimento de algum vaso sanguíneo e a consequente hemorragia (sangramento) em algum ponto localizado do sistema nervoso.

O AVC Hemorrágico é diferente do AVC Isquêmico. Neste tipo, o acidente se caracteriza por uma obstrução de artéria ou vaso, e não há rompimento. Nos casos Hemorrágicos, eles podem ser de duas modalidades: o intraparenquimatoso, que ocorre no interior do tecido cerebral, que é mais comum e corresponde à 15% do número total de casos, e o subaracnóide, que ocorre próximo da superfície, entre o cérebro e a meninge. A causa principal do AVC Hemorrágico Intraparenquimatoso é a hipertensão crônica, enquanto as do Subaracnóideo são em geral, a ruptura de um aneurisma ou ainda o descontrole da pressão arterial.

AVC – acidente vascular cerebral

AVC – acidente vascular cerebral

Algumas outras causas também podem levar ao AVC Hemorrágico e comprometer provisória ou definitivamente a saúde do paciente. Entre elas estão os quadros de inflamação nos vasos sanguíneos, decorrentes de doenças como tuberculose, sífilis, vasculite ou doença de Lyme; os distúrbios na coagulação sanguínea, como por exemplo, a hemofilia; ferimentos no pescoço ou na cabeça que ocasionem danos aos vasos sanguíneos; o tratamento radioativo para casos de câncer na cabeça ou pescoço; a Angiopatia Aimóide Cerebral, doença degenerativa que ataca especificamente os vasos sanguíneos, a Arteriosclerose ou as Arritmias Cardíacas severas; a Endocardite; as doenças das válvulas coronarianas, como o Prolapso da Válvula Mitral ou a Estenose de Válvula Cardíaca; a Inflamação de vasos cardíacos (Vasculite); e ainda a insuficiência cardíaca e o Infarto Agudo do Miocárdio.

AVC Hemorrágico – Fatores de Risco e Sintomatologia

Como diversos outros problemas de saúde, algumas práticas e hábitos colaboram ou contribuem para o aumento no risco da ocorrência do AVC Hemorrágico. Dentre os principais, destacam-se como fatores de risco a hipertensão, a diabetes, a fibrilação atrial, o tabagismo e o uso constante de álcool, o colesterol alto, a obesidade e o sobrepeso, além do sedentarismo. Todos esses são fatores que podem ser tratados, controlados e evitados. Existem ainda, outros fatores, como a idade avançada e o histórico familiar, que não podem ser controlados. Vale ressaltar que nos homens, o AVC é mais frequente até os 75 anos de idade, já nas mulheres, a ocorrência maior é acima desta idade. Tal diferença se explica pela maior longevidade feminina e assim, quanto maior a expectativa de vida, maior o risco.

Os sintomas principais e sinais de alerta frequentes na ocorrência de AVC Hemorrágico, geralmente, são caracterizados por perdas neurológicas súbitas, como dores de cabeça insuportáveis e repentinas, paralisia ou perda de força súbita em um dos lados do corpo, em geral nos membros superiores ou inferiores. Um sintoma importante e bastante precoce é a alteração da fala, seja na dificuldade de articulação ou na impossibilidade de elaboração das palavras. Esse sintoma característico é causado pelo AVC no hemisfério dominante, responsável pela fala. Da mesma maneira, alterações visual em parte ou em todo o campo visual, dormência no rosto, pernas e mão e dificuldade motoras são avisos de alerta importantes.

Portanto, além dos fatores naturais, que não podem ser alterados, percebe-se que a maioria dos fatores de risco estão ligados ao estilo de vida dos indivíduos, podendo assim ser controlados e administrados de forma à manter a saúde e diminuir a percentagem de risco da ocorrência do AVC Hemorrágico.

Tratamento

A presteza no atendimento médico de emergência é vital para a estabilização do quadro. No momento seguinte, o foco passa a ser a prevenção de outro AVC subsequente e o diagnóstico e acompanhamento de sequelas. O paciente acometido por um AVC Hemorrágico tem o suprimento de oxigênio e de sangue reduzido em partes o cérebro. O limite para que as células cerebrais se mantenham vivas sem essa irrigação de sangue e oxigênio é de 4 minutos. Depois desse período, se as células forem danificadas ou mortas, partes do corpo controladas por elas tendem a deixar de funcionar corretamente. Essa perda pode ser grave, leve, permanente ou temporária, e o dano está diretamente relacionado ao tempo que a parte do cérebro deixou de ser irrigada e ao tempo necessário para que o fornecimento de sangue tenha sido restabelecido.

Algumas áreas cerebrais afetadas por um AVC Hemorrágico podem se restabelecer lentamente, e o acompanhamento correto pode ajudar a restituir a saúde do paciente. São comuns, após o acidente, a incidência de problemas de intestino e bexiga, a perda de sensibilidade ou de movimentos em partes do corpo, espasmos musculares e problemas nervosos e de faça, deficiências na memória e no raciocínio, além de restrições de fala e na alimentação.

Os primeiros meses após o AVC Hemorrágico são fundamentais para a recuperação do paciente e a restauração do seu quadro de saúde. A reabilitação pode ser iniciada assim que o paciente estiver em condições de seguir o tratamento, e deve ter o acompanhamento de equipe interdisciplinar, com fisioterapeuta, fonoaudiólogo, enfermeiro e terapeuta ocupacional.

Esse tratamento, individualizado e definido à partir das sequelas do paciente, tem como objetivo principal melhorar a qualidade de vida e restabelecer o quadro de saúde, além de prevenir a ocorrência de um segundo acidente. Boa parte dessa prevenção diz respeito à mudança de alguns hábitos e no estilo de vida, como a limitação ou exclusão do álcool; a prática de exercícios físicos regulares e moderados, com acompanhamento; o cuidado com a dieta equilibrada, com as taxas de colesterol e sal; a fisioterapia; não fumar e não permanecer em ambientes com fumaça; a terapia ocupacional e a fonoaudiologia.

Atualmente, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do AVC Hemorrágico são bem mais desenvolvidos, favorecendo assim que as chances de salvamento e reabilitação do paciente sejam bem maiores. Entretanto, é responsabilidade do indivíduo manter e zelar por sua saúde, a partir de hábitos saudáveis.

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  • o avc hemorragico intraparenquimatoso

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